Exposição avieira:
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Museu do Neo-realismo, a visitar.
Exposição avieira:
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
E nome de quê se esquecem princípios?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Novo blogue "A cantiga é uma arma"

domingo, 17 de agosto de 2008
Os jogos olímpicos e a pena de morte

sábado, 16 de agosto de 2008
Guerra na Geórgia - as diferenças na esquerda
A posição cubana, compreende-se (?!), cola-se à posição russa.
No tempo em que a Rússia aderiu de pleno ao capitalismo mais selvagem uma posição mais prudente e classista seria mais avisada.
Para ler a posição do PCP aqui.
Um artigo de opinião dos bloquistas, Mário Tomé e Victor Franco, aqui.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Óh pá, Lula esqueceu!

Acampados e assentados passam por situações difíceis. Existem famílias esperando pela desapropriação de áreas há mais cinco anos. E muitas daquelas que já conquistaram um pedaço de chão não têm acesso a crédito rural e infra-estrutura que garanta boas casas, saneamento básico, escola e hospital.
Somente a Reforma Agrária pode resolver o problema da crise dos alimentos, com a produção de verdura, legumes e frutas, baratas para a população. É por sabermos dessa condição que temos uma proposta de desenvolvimento para o campo brasileiro, que compreende, além da produção de alimentos saudáveis, a geração de emprego e justiça no campo.
Para a concretização dessa proposta, investimentos na produção dos assentamentos tornam-se imprescindíveis. Investimentos que impulsionem programas de agroindústrias para cooperativas de assentados e assistência técnica para viabilizar a produção. Dessa forma é possível gerar renda para as famílias e condições para o desenvolvimento social e econômico dos municípios.
Até o momento, os planos econômicos voltados para o campo brasileiro não foram direcionados para atender nossas expectativas para um novo modelo agrícola. Se de um lado a produção familiar e cooperativada suam a camisa para conseguir incentivos irrisórios, de outro a produção das grandes empresas estrangeiras e nacionais ligadas ao capital financeiro como Cargil, Bunge, Votorantim, Aracruz, Veracel, Suzano, Vale e Bayer vai de vento em poupa. Só no ano passado, essas transnacionais receberam do Banco do Brasil R$ 7 bilhões.
Por conta da política econômica do atual governo, de priorizar o modelo agroexportador, a agricultura camponesa – responsável pela produção de alimentos em nosso país – e a Reforma Agrária continuam sendo penalizadas. Hoje, as terras improdutivas, que deveriam ser usadas para a Reforma Agrária, estão sendo destinadas a empresas estrangeiras, para a produção de eucalipto, soja, gado e agrocombustíveis, em vez de alimentos.
O governo federal está em dívida com os trabalhadores Sem Terra, assentados, pequenos produtores e precisa cumprir seus compromissos com a reforma agrária. A Reforma Agrária não avançou e a concentração da propriedade fundiária está aumentando. A maior parte dos assentamentos compreende projetos antigos, regularização fundiária ou terras públicas.
A política de incentivo à agroexportação, o aumento do preço dos alimentos e as facilidades concedidas às transnacionais para explorar os recursos naturais e a mão de obra geram grandes tensionamentos sociais no campo.
E este é o motivo pelo qual MST e outros movimentos sociais estão sofrendo uma ofensiva de setores conservadores da sociedade. Mídia, parte do poder judiciário, aparato policial e alguns governos estaduais, não medem esforços para criminalizar os movimentos sociais do campo.
Recentemente, no Rio Grande do Sul, o Ministério Público aprovou um relatório que pede a dissolução do nosso Movimento. Em tom incriminatório, o documento condena o uso, nas escolas de assentamentos, de livros dos brasileiros de Florestan Fernandes, Paulo Freire e Chico Mendes.
Parte do processo ainda cuidou em enquadrar oito trabalhadores na Lei de Segurança Nacional da finada ditadura militar. O documento afirma, ainda, que o Movimento mantém vínculos com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A própria Policia Federal, numa investigação já concluída desmentiu essa acusação dizendo que não há nenhum vínculo entre aquela organização revolucionaria da Colômbia com o MST.
No Pará, o advogado da CPT (Comissão Pastoral da Terra) José Batista Gonçalves Afonso foi condenado pela Justiça Federal de Marabá por participar de protestos no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) pela Reforma Agrária. Na época, Batista assessorava o MST e a Fetagri (Federação dos Trabalhadores da Agricultura) nas negociações com o órgão. A mesma vara federal condenou outros três trabalhadores rurais a pagarem R$ 5,2 milhões à gigante da mineração Vale, por descumprirem ação que proíbe manifestações nas instalações da Ferrovia Carajás.
Neste momento em que a Reforma Agrária não avança e a repressão contra um projeto popular para o Brasil se intensifica, é de grande importância e necessário o apoio dos companheiros e companheiras da nossa luta. Continuamos firmes em nossos objetivos. "
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
O negocião do petróleo e os comunistas do Brasil
É mesmo de ler, aqui.
Recorda-se que o Presidente do PCdoB esteve recentemente em Portugal, retribuindo visita homónima, e deu uma entrevista (sem sal nem pimenta) ao semanário Avante que pode ser lida aqui.
Coisas que fazem pensar.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Desde que se formaram, nos inícios da história humana, os impérios dominam dividindo as nações pobres. O mesmo pode ser dito de outra forma: é a incapacidade que os pobres têm de se unirem o que permite a existência do império. As negociações comerciais da fracassada Rodada de Doha são um claro exemplo disto.
Na vã esperança de exportar produtos agrícolas para os mercados asiáticos, o Brasil acompanhou as propostas norte-americanas, repudiadas pelos países subdesenvolvidos. Ao fazê-lo, deixou a Argentina falando sozinha.
Veja-se o absurdo: os Estados Unidos deixaram claro que só abrirão um pequeno espaço a importações provenientes de países subdesenvolvidos se estes abrirem suas economias aos seus produtos industriais. Em outras palavras: se eles renunciarem a qualquer veleidade de construir uma indústria nacional. Trata-se de aceitar a situação de reversão neocolonial.
Pois bem, a Argentina, cujo parque industrial é bem menor do que o brasileiro, não topou a proposta norte-americana e o Brasil, esquecendo o acordo do Mercosul, aceitou-a prazerosamente.
Os latino-americanos têm, e com razão, uma surda queixa do descaso do Brasil em relação aos interesses do continente.
O Mercosul era (o tempo do verbo está certo) uma forma de resgatar essa dívida. Era até mais do que isso: era a única forma de conseguir um espaço mínimo de autonomia para fazer política econômica no interesse próprio e não de subordinar essas políticas às estratégias das multinacionais.
Na rodada de Doha, além do Mercosul, faleceu também o Grupo dos 20, que o Brasil capitaneou gloriosamente no Encontro de Cancún, em 2003, e entrou em coma o IBAS (Grupo formado pela Índia, Brasil e África do Sul).
Ainda há gente (até na esquerda) que admite a possibilidade de reformar o capitalismo brasileiro e de torná-lo mais autônomo e mais humano. Para refutar essa tese, não há sequer necessidade de recorrer a uma argumentação mais elaborada. Basta ver o comportamento dessa burguesia chinfrim nesse episódio.
A Rodada de Doha é mais um dos exemplos de que a esquerda precisa ter a coragem de encarar o desafio de construir com as nações latino-americanas um processo revolucionário capaz de alijar essa burguesia do poder e de fazer com que os Estados Unidos revejam a Doutrina Monroe - uma empreitada que não é para hoje nem para amanhã, mas cuja opção define a qualidade de esforço de reconstrução socialista em que estão empenhadas.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Deportar para o interior, já!
E o que são as ideias do MMS? Bem, não são nem de esquerda nem de direita. Talvez uma espécie de entremeada. A ideia mais gira foi agora lançada pelo partido na conferência de imprensa em Castelo Branco: o MMS quer repovoar o interior. Ora aqui está uma bela ideia. E como se poderá concretizar? O MMS não sabe ainda mas o nosso blogue deixa uma sugestão: todos os presos passam a estar em liberdade condicional só nos distritos do interior. Uma coisa parecida com aquela que os ingleses fizeram para a Austrália.
Com tantos presos que temos, se juntarmos as suas famílias irá um montão de gente que ficará presa sem poder sair dali. Depois têm filhos (não pode ser em Elvas que a maternidade é em Badajoz), crescerão e multiplicar-se-ão.
O MMS quer ainda arranjar responsáveis regionais. Desconhece-se se o cargo é remunerado, porque se o for vai ser uma corrida ao lugarzinho – com tanto desemprego que há por aí.
Ah e as candidaturas são só para:
" Aveiro,
Beja,
Braga,
Bragança,
Castelo Branco,
Coimbra,
Évora,
Faro,
Guarda,
Leiria,
Lisboa,
Portalegre,
Porto,
Santarém,
Setúbal,
Viana do Castelo,
Vila Real,
Viseu,
Região Autónoma dos Açores,
Região Autónoma da Madeira,
Núcleo de Emigrantes. "
Inscreva-se aqui
sábado, 2 de agosto de 2008
Com o regime não se brinca!
Mais consulta, menos consulta, a coisa até se deve corrigir sem o estardalhaço mediático que Cavaco provocou. Mas parece claro que a esquerda não se demite da autonomia regional exigente e responsável.
Cavaco Silva gosta de um regime burguês estável e centralizado. Mostrou essa faceta quando “deu uma mãozinha” para fazer cair Menezes e abrir as portas à senhora que só usa o casamento para procriar.
Um regime centralizado, com uma elite burguesa responsável e estável perante o regime, é um ponto de honra na estrutura mental de Cavaco.
Introdução à filosofia de Marx

Sérgio Lessa e Ivo Tonet
ISBN: 978-85-7743-073-4Número de páginas: 128Preço: R$ 13,00
Os homens são o que eles se fazem a cada momento histórico. A reprodução da sociedade burguesa produz individualidades essencialmente burguesas. Contudo, reconhecer esse fato não significa afirmar que a essência mesquinha do homem burguês seja a essencia imutável da humanidade. Demonstra Marx que, tal como a humanidade se fez burguesa, ela também pode se fazer comunista. Por isso, dizem os revolucionários, o capitalismo não é o fim da história.Entre a sociedade burguesa e a sociedade comunista não há nenhum outro obstáculo senão as próprias relações sociais.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Os crimes de Uribe
por: Pina Gonçalves
in jornal Avante! Nº 1808 24.Julho.2008
domingo, 27 de julho de 2008
Obama, a desilusão da continuidade
Depois Obama foi à França e à Inglaterra, em visitas secundárias. Estão marcados os lugares destes países, eles serão os secretários do conselho de administração. Em Inglaterra Obama reuniu não só com o caduco poder mas também com aquele que será o futuro chefe. Mais uma mensagem.
No nosso entender os conteúdos são significativos:
1. Obama mantém a pressão sobre o Irão e, portanto, poderá estar a manter o alvo da próxima guerra pois reafirma o perigo da “proliferação nuclear”.
2. Obama renova apoio a Israel e sinaliza a política de continuidade da administração americana e de continuação de cedência ao poderoso e mafioso lóbi israelita.
3. Obama reafirma a necessidade do reforço da presença no Afeganistão; reafirma a importância da política da guerra.
4. Obama identifica o terrorismo como a grande ameaça; está mantida a essência do argumento 1º sobre a guerra infinita. Mais, Obama quer maior mobilização europeia.
5. Obama quer diminuir as barreiras comerciais; esperam-se novas pressões para que os países mais pobres cedam às exigências das multinacionais para que o mercado global se complete plenamente sem mais dificuldades.
6. Por fim o futuro inquilino da Casa Branca também fala nas alterações climáticas para dar um cheirinho de esquerda.
Aqueles que, em Portugal, cedo começaram a tecer loas a Obama talvez estejam já um pouco arrependidos.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
As Farc e as barbaridades
Por Gilvan Rocha
Lembramos muito bem quando se iniciou na Colômbia, inspirado no exemplo da revolução cubana, um movimento guerrilheiro de natureza essencialmente nacionalista. Apesar de seu caráter politicamente limitado, dentro do espírito "pátria ou morte venceremos", o movimento guerrilheiro colombiano, como tantos outros, era dotado de altos predicados morais. Os anos se passaram e, através de um processo de degradação, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - FARC - se degeneraram em decorrência de sua íntima proximidade com o narcotráfico e de outras formas de banditismo.
A direita está em festa diante dos seguidos golpes que as FARC vêm sofrendo. Aproveita esses fatos para desautorizar os que defendem o caminho insurrecional como única alternativa para se chegar ao poder, dizendo que essa época já passou. Agora é a hora da institucionalidade, hora do "socialismo constitucional" levado a cabo pela Venezuela, Bolívia, Equador, Chile, Paraguai e (por que não incluir?) o Nepal. Inclusive, o nosso sábio presidente deu uma bela aula a esse respeito dizendo que, hoje, vivemos um momento democrático e quem quiser basta se organizar politicamente e conquistar o poder.
Ora, o nosso metalúrgico - assim como a maioria dos cientistas políticos formados nas mais diversas academias burguesas para servirem, a preço de mercado, a própria burguesia - não entende que a via institucional tem nos levado, no máximo, a governos, nunca ao poder. Por seu turno, eles não explicam como se pula do governo para o poder, isto é, caso eles queiram construir um novo poder a serviço da tão sonhada emancipação da humanidade dos grilhões do capitalismo, o que não parece ser o propósito desses senhores que, pelo visto, preferem tentar conciliar o inconciliável, conciliar explorados e exploradores, o justo e o injusto, a verdade e a mentira.
As distorções na caminhada socialista, que produziram estados policiais e outras barbaridades, serviram e servem de empecilho à propaganda anticapitalista e não merecem ser defendidas, mas sim expurgadas.
Gilvan Rocha é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP , artigo publicado aqui em Correio da Cidadania
Título da responsabilidade deste blogue, no original "AS FARC"
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Jerónimo de Sousa propõe alternativa com quem?
Naturalmente, cabe-nos perguntar: com quem se quer fazer essa alternativa? É que como a direcção do PCP rejeita o BE, os alegristas, a Renovação Comunista ficam poucas forças disponíveis.
Sempre se soube da disponibilidade dos Verdes e da ID. Será mais o MRPP, o POUS, o grupo do falecido Francisco Martins Rodrigues, a Política Operária? Com quem se fará essa alternativa?
terça-feira, 22 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
A Susana e as misses

Eis a foto de uma das presidentas mais sexy do planeta.
As 21 finalistas a Miss Odivelas visitaram os Passos do Concelho e reuniram com a presidente de câmara Susana Amador. A importante notícia é nos transmitida pelo site da CMO.
O site diz que a Susana incentivou as jovens a lutarem pelos seus sonhos. Ai que bonito! Que simpático. Teria sido interessante estar presente, ouvir as conversas da Susana:
“ Rita, qual o teu sonho? Óh senhora presidenta, o meu sonho era ser actriz. Veja minha bunda bonita, meus seios roliços, minha cintura estreita (…) diga lá que eu não sou mais jeitosa que a Soraia Chaves?
E tu Felisbela? Qual o teu sonho? Ser presidenta como a senhora, poder tirar assim fotografias de pose em frente à secretária, aparecer 8693 vezes por ano nas revistas da câmara (…) presidenta é bué fixe, ganha-se bem não é?
Minha linda Margarida e tu? Sra presidenta, eu sou uma menina modesta, só queria mesmo um jardim lá no meu bairro. Quando a gente foi para o bairro pensou que os terrenos ao lado eram para jardins, mas foi tudo para prédios. Pronto Margarida passemos à Leopoldina.
Olá minha querida, que idílica fragrância emanas! Fragrância sra presidenta? Ah é o novo da Channel, não conhece? “
Terão sido assim as importantes conversas entre a Susana e as misses?
Nota: Não se encontraram fotos em biquíni. Faça a sua reclamação para o site da CMO.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
O PCdoB não deveria defender os trabalhadores brasileiros?
A entrevista do líder do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, ao Avante, peca por uma omissão significativa: não fala nos problemas dos trabalhadores brasileiros. E a resposta à pergunta sobre a perseguição aos Sem Terra é uma coisinha tão social-democrata que era digna de figurar nas publicações da Internacional Socialista.
Na contínua lógica de que o governo está sempre em disputa, o PCdoB tem sustentado o apoio a um governo que conseguiu – isso é verdade – um reforço da economia capitalista brasileira, da expressão do agro-negócio, da contínua destruição da Amazónia, da destruição das terras e dos direitos dos índios em prol da especulação capitalista. Reconhece-se que as medidas de caridade atingem hoje 11 ou 12 milhões de pessoas - mas quanto a medidas de alteração das relações de produção, de alterar a forma de relacionamento das pessoas na sociedade que criam essa permanente pobreza as medidas de governo Lula são - não só quase nulas - mas quase sempre favorecedoras dos capitalistas.
Seria interessante Renato Rabelo dizer a sua opinião sobre a posição de lideranças do PCdoB em lugares estratégicos e de responsabilidade para o capitalismo brasileiro como a indústria do petróleo, da energia nuclear, do espaço…
Mas esta de dizer que a criação da Unasul combate o imperialismo parece uma tirada à Mao Tse-tung. Diógenes Arruda, João Amazonas, ai se vocês lessem isto!
terça-feira, 15 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Miguel Portas não tem razão!
Mas há uma pequena parte da entrevista que merece um olhar particular:
“O comunismo é uma realidade social e cultural muito marcante do século XX, em muitos países, porque não é só um fenómeno político. Há uma dimensão de crença que se mistura com esperança. Mas o que é crença nuns, é esperança noutros e mistura-se com o que a religião foi, ao longo do tempo: uma estrutura hierárquica com um conjunto de ritos e práticas que consagram a própria doutrinas. Olhe para a festa do Avante. Tem características de encontro entre o mundo rural e o mundo urbano que não têm apenas a ver com a tradição do comunismo, mas com tradições agrárias muito mais antigas e com ritos de encontro que não se explicam pela política. Explicam-se por factores de natureza antropológica que cavam muito fundo nas sociedades humanas. Não foi só o cristianismo que transformou os deuses pagãos em Santos. O comunismo também tem os seus padres, os seus papas. Até os seus Santos. O Marx, o Lenine, o Engels que são se não santos? Do que é que o comunismo é filho se não das grandes tradições do monoteísmo, das mundividências e das grandes esperanças. O comunismo é um produto moderno de uma história muito antiga, da história da luta contra as injustiças”.
É verdade que há pessoas que se consideram comunistas que transformaram o ideal comunista numa religião. O que é contrário ao à própria filosofia marxista. Dogmatizar o comunismo é torná-lo incapaz de responder às mutações da luta de classes e às novas realidade do nosso tempo. Uma das traves fundamentais da nossa filosofia é a análise materialista e dialéctica da realidade social. Ora se esta muda, a análise mudará e – embora mantendo a referência dos princípios de classe – ela encontrará novas ferramentas e novas formas de luta para o proletariado e para o ataque às forças dominantes. Por isso tem sido muito penalizador dos comunistas, em todo o mundo, que e adaptem soluções – certas no tempo de Lenine – mas desadequadas agora. É como sempre usar a mesma solução (um autocolante) para qualquer problema. O capitalismo transformou-se muito e a melhor de prosseguir a luta é continuar interpretar a filosofia para alterar a realidade.
Na verdade não foi o comunismo, enquanto filosofia, que tornou Marx, Lenine ou Engels em santos. Foi o dogmatismo dos que se recusaram, demitiram, ou não souberam pensar como marxistas.
E por isso Miguel Portas não tem razão. Até porque há vários exemplos de comunistas que têm sabido apresentar soluções inovadoras na luta de classes e ajudado a crescer esquerdas combativas e revolucionárias. E, pela experiência nacional e internacional que tem, Miguel Portas sabe bem disso.
O comunismo tem um largo futuro à sua frente. Enfrenta hoje enormes dificuldades, políticas, ideológicas, organizativas (…), em particular na Europa com um forte e largo avanço da direita, da retirada dos direitos sociais duramente conquistados, da ideologia liberal…
Mas encontradas propostas alternativas e mobilizadoras, confiantes numa capacidade dialéctica revolucionária de perceber o capitalismo moderno e o aumento das tensões sociais, os comunistas têm um futuro promissor no seu crescimento. E se a forma como se organizam também é importante (características de partido, tendência, …) a linha política será o determinante.
Àh Miguel, e não é só contra as injustiças, é contra a exploração da pessoa pela pessoa e pelo fim da propriedade privada.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
A violência, os comunistas, as FARC ou a ETA
Há coisas simples: sem guerra de oposição ao nazismo não teria sido possível derrotá-lo, sem guerra de libertação de Timor não teria sido possível libertá-lo. Portanto, a luta armada pode ser muito necessária à libertação dos povos. Há quem diga ser ainda o caso do País Basco.
E quando esses povos adquiriram direito à sua nacionalidade e possuem o seu próprio Estado? Por vezes pode acontecer ser necessária a luta armada – pode até ser o caso da Colômbia.
Mas se há coisas que os lutadores necessitam identificar é saber quem bem quem são os seus inimigos. Os ocupantes, sim, a classe opressora, mais burguesa ou mais feudal, mais corrupta ou mais ditadora(…) mas os inimigos dos revolucionários entenda-se não se situam nas massas, nos pobres, nos que possuem posições baixas, ainda que intermédias na sociedade…
Daí que é difícil perceber que matar portageiros, cozinheiros, deputados municipais, pôr bombas em praias, aeroportos, vias públicas, atingindo directa ou indirectamente as massas seja qualquer coisa de revolucionário. Será, talvez sim, reaccionário, terrorista, fascista, porque fascista é a violência indiscriminada sobre as massas. A ETA já fez disso.
Também difícil será de compreender que ter como pilar o rapto generalizado para sustentar uma resistência política seja algo revolucionário. Usar seres humanos como escudos, mesmo numa guerra de guerrilha, é uma actividade terrorista. E esses métodos, sem ir mais longe têm que ser reprovados. E um mal não justifica outro. E só pode conduzir à destruição das capacidades de alianças sociais alargadas contra o inimigo.
O reganhar da esperança do comunismo e da revolução como projectos de futuro para a humanidade não será possível assente no apoio à violação dos direitos humanos. Esse é o jogo que a burguesia quer – como se está a ver nos telejornais de todo o lado. E isso está a ter efeitos muito nefastos nas mentes de muitos e muitos milhões de pessoas.
Os comunistas sabem que a violência pode ser precisa e adequada para, sempre com acção e apoio das massas, responder à luta de classes. Mas isso tem princípios.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Manela, o país tá de fio dental?
Então tu não queres fazer investimentos públicos? Será que é a forma de te demarcares do governo, mostrando a tua "mais valia", a tua fama de mulher dura é dizeres o que se sabe, ou melhor de que a vossa (do centrão) política neoliberal afinal não resolve política nenhuma, afinal de que o país está não de tanga mas de fio dental?
Olha lá Manela, percebe-se que tens dificuldade em te demarcares do governo, que ocupou o teu espaço político, mas será que isso dá para vender produto eleitoral quando as empresas de construção civil caem a pique nas bolsas e precisam da política cavaquista (a tal do cimento, lembras-te?) para relançar os seus negóciozitos. O Manela, olha que a vida está difícil, ainda ontem a Soares da Costa perdeu 18,6%, a Teixeira Duarte 16,67%, a Mota Engil 9,54%, a Cimpor 7,01%, porra Manela, olha que a vida tá difícil, não vês que a inflação europeia, a diminuição das exportações, porra Manela...
Óh Manela, e tu achas que o zé povinho vai continuar a achar graça a essa história do aperta o cinto? Manela, olha que já há muita gente a não acreditar que isto pode ter outra volta que não pelo lado direito. Eh pá, Manela, olha que cada vez há mais notícias de pobreza, agora até o desemprego voltou a aumentar - não se consegue sempre manipular as estatísticas - e, Manela, agora até o Rendimento Social de Inserção voltou a subir. Óh Manela, olha que a vida está difícil e se tu atrapalhas os nossos negócios ja não financiamos mais o PSD e continuamos a dizer que o governo está muito bem. Óh Manela, o Sócrates agora até nos dá dois códigos! Sim dois, o da função pública e o do privado. E tu queres o quê Manela? Olha a crise internacional Manela, olha o preço do petróleo Manela.
Óh Manela, a malta gosta de ver traseiros bem feitos, mas fio dental Manela?
domingo, 29 de junho de 2008
Notas rápidas sobre a táctica de Sócrates

Sócrates joga uma táctica para tentar enganar o zé povinho, a de tentar convencer “todo mundo” que o novo código de trabalho é uma coisa muito boa para os trabalhadores. Coisa tão boa que os patrões adoraram – claro, porque eles só querem o nosso bem.
Quem não quer é o BE e o PCP. Esses são atrasados, conservadores, só querem que a competitividade do país não avance e, portanto, que a gente não fique ganhando como os chineses e trabalhando como os indianos.
A táctica de martelar que o código diminui a precariedade há-de ser feita até à exaustão. E Sócrates tem alguns objectivos com esta táctica:
1. É a peneira com que pretendem tapar o sol;
2. É o “seguro de vida” daqueles que sempre vendem os nossos direitos, a UGT;
3. Visa provocar uma divisão na classe trabalhadora, pondo os precários a defender o código e “atacar” os efectivos.
Sócrates usa ainda uma variante na sua táctica: a de que o PCP controla os sindicatos e não lhe dá autonomia. Essa é, essencialmente, uma verdade; mas como dizia o poeta Aleixo “para a mentira ser segura e atingir profundidade, tem que trazer à mistura qualquer coisa de verdade”. Porque Sócrates, esperto, o faz?
1. Sócrates quer meter um isco para a esquerda esquecer o essencial, o novo código, e se meter à bulha sobre se há ou não autonomia nos sindicatos – abrindo-se uma frente de conflito não contra o governo mas entre a própria esquerda;
2. Sócrates faz esquecer a vergonha descarada que é nem sequer se chegar àquilo que foi a governação Guterres: limitar os contratos a prazo e passá-los a efectivos quando fossem renovados sucessiva ou intercaladamente.
Está muito bem Carvalho da Silva quando pretende alargar alianças na contestação contra o governo.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
O burro, o PS, o BCP, a Igreja Universal e a Sonae

Certa vez, quatro meninos foram ao campo e, por 100 €, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte.
Mas, quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já o gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, nós rifámo-lo. Vendemos 500 rifas a 2 € cada uma e arrecadamos 1.000 €. - E ninguém se queixou?
- Só o ganhador, porém devolvemos-lhe os 2 €, e pronto!
O IMORAL DA HISTÓRIA:
Os quatro meninos cresceram.
Um fundou um banco chamado **BCP**,
Outro uma empresa chamada **SONAE' ;
Outro uma igreja chamada **Universal**
E o último um partido político chamado **PS**.








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