
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Um novo símbolo para as próximas autárquicas

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

" Dia 10 de Novembro, das 18h00 às 20h00, debate na Faculdade de Letras de Lisboa (Anfiteatro 3) sobre a obra "Materialismo e empiriocritismo", de Lenine, editada em 1909. Entrada livre. Participarão os professores José Croca e Eduardo Chitas, respectivamente da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Letras da Universidade Lisboa. O moderador será José Barata-Moura, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. "
saiba mais em resistir.info
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
“Lulocapitalismo”

"O melhor feitor é o ex-escravo". Essa máxima, nascida nas trevas da opressão escravocrata, conserva até hoje o seu conteúdo terrível. A permanência de seu prazo de validade pode ser observada em distintas eras e situações. Na vasta literatura sobre os tribunais do Santo Ofício, por exemplo, os "cristãos novos" se destacavam na linha de frente entre os inquisidores mais eficientes e cruéis.
A razão que confere substância para tão trevosa sabedoria é simples. O convertido sempre trabalha dobrado pela causa que passa a adotar. Atua com desassombro, pois conhece as secretas debilidades, as inseguranças e os grandes receios do lugar de onde saiu. Por outro lado, precisa mostrar serviço e provar lealdade aos donos do pedaço onde passa a atuar de maneira resoluta e deslumbrada. São elementos que explicam a extraordinária eficácia do convertido e, ao mesmo tempo, o lugar da cooptação na mecânica de reprodução do poder e na "circulação" das elites dominantes.
O professor Delfim Neto, figura que dispensa apresentações, produziu, em entrevista de página inteira no caderno de Economia de "O Globo" (domingo, 20/9), um rasgado elogio ao presidente Lula que, sem sombra de dúvidas, se situa no contexto das reflexões dos parágrafos acima. Ele afirma, com todas as letras estampadas na manchete que define o ponto central da entrevista, que "o Lula mudou o país de forma a salvar o capitalismo". Não se observa na frase, tampouco no seu entorno, qualquer sinal de deslocamento irônico ou sarcasmo, recursos habituais no arsenal do autor. Pelo contrário, há até um tom solene no elogio, que parece vazado nas tintas da sinceridade.
No entanto, o entusiasmo do Delfim com o "lulismo" adquire na entrevista um significado preciso. Perguntado se veria contradição em um governo eleito com as bandeiras da esquerda, que até se dizia socialista, salvar o capitalismo, responde de maneira categórica: "a última coisa que este governo fez foi opor-se ao capitalismo. E muito menos ser marxista, ou outra coisa". Ao responder sobre a relação entre as críticas que o PT lhe fizera no passado e sua atual condição de conselheiro do Lula, ele recupera o seu habitual irônico e mordaz para tripudiar: "basta olhar os meus trabalhos desde 1954, quando saí da escola: não mudaram muito. Mas a esquerda mudou. Ela demora, mas aprende".
Ao criticar a "mitologia do mercado perfeito" e dizer que "não há mercado sem Estado forte, justamente para garantir o seu funcionamento", ele sugere uma roupagem nova, distinta da estreiteza do neoliberalismo puro e duro, para garantir a reprodução dos interesses dominantes. Apóia com entusiasmo as propostas gestadas nos laboratórios do governo para o enfrentamento da crise atual, talvez por identificar nelas fortes afinidades com a restauração conservadora conduzida por ele próprio ao tempo da ditadura militar. Sempre sagaz, ele não diz isso diretamente, mas o observador atento pode deduzir. Basta observar o noticiário fragmentado sobre a inusitada movimentação no "andar de cima" da sociedade brasileira.
Fusões gigantescas, incorporações abruptas, mega-negócios, reconfigurações as mais variadas, tipo Itaú/Nacional, Perdigão/Sadia, Oi/Telemar, Friboi e tantos outros, são elementos de um processo violento que está em curso. O coral dos contentes insiste em apontar para a "marolinha" na superfície, mas se observa um abalo tectônico nas camadas profundas: uma mudança vertiginosa na morfologia do capitalismo brasileiro.
Em cada passo desta trajetória ainda subterrânea, o dedo do Estado como sócio do capital monopolista está presente. Manipulando normas, alterando legislações e direitos que possam restringir a liberdade dos capitais, financiando via BNDES, operando via fundos de pensão.
Além de outras, essas são algumas das razões do entusiasmo de Delfim Neto com o "lulocapitalismo"
Léo Lince é sociólogo
Artigo do Correio da Cidadania
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
[O descalabro da URSS] Como foi possível?
Miguel Urbano Rodrigues narra no seu "O Diário" a sua mais recente e "dolorosa" visita a Moscovo. Em determinada altura pergunta: Como foi possível? Aí está uma boa pergunta. Uma pergunta à qual muitos têm fugido tratando de, tendencialmente, reduzir o assunto a um bando de traidores. Com leitura recomendada.
domingo, 6 de setembro de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Operários matam director na China "comunista"
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Os gatos e o Sócrates

segunda-feira, 13 de julho de 2009
Mais ocupantes, mais mortos!

"O número dos militares britânicos mortos no Afeganistão – que, desde o final de 2001 já chegou aos 184 - já é superior ao do Iraque (179), revelou o Ministério da Defesa britânico (MoD)".
Já depois desta notícia soube-se que "Quatro soldados americanos morreram ontem na explosão de vários engenhos armadilhados no Sul do Afeganistão, naquele que é o pior revés sofrido pelas forças dos EUA desde o início, há dez dias, de uma operação terrestre em grande escala no Sul do país", segundo relata o jornal Público.
Ou seja, o aumento das forças ocupantes está a resultar em aumento de mortos ocupantes. E agora foram mais portugueses para lá... O que mostra como a santa aliança do regime funciona bem!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Os “cornos” do Pinho
sábado, 27 de junho de 2009
Os milhões da vergonha do BCP
A pouca vergonha atingiu mesmo as mais altas figuras da elite burguesa. Agora foram 5 ex-gestores do BCP a ser acusados de burla qualificada (claro, todos senhores doutores da mais fina formação), falsificação de documentos e manipulação de mercados.
Estes rapazes apenaas ampliaram os seus prémios em 24 milhões de euros, apenas sacaram 291 milhões em participação de resultados, apenas provocaram prejuízos de 600 milhões e só num dia as suas off-shores transacionaram metade das acções do BCP negociadas em bolsa.
Coitadinhos, tão bons rapazes!
imagem do blogue conselho de ministros
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Chamem a polícia!

“Algumas corretoras portuguesas, de grande dimensão, queixam-se de que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tem vindo a fazer uma actuação inspectiva excessiva”. Dizem os rapazes que “a presença excessiva da CMVM afasta os investidores, designadamente fundos de investimento”. Olha que chatice!
Esta coisa de ter a “polícia” a olhar para os negócios, muito “honestos”, daqueles rapazes é chato. É mesmo muito chato.
Eles coitadinhos ficam envergonhados de ter a polícia ao pé. Eles são mesmo pessoas muito envergonhadas, coitadinhas.
E não se queixam ao Paulo Portas? Ele quer sempre pôr um polícia em cada esquina! Por causa dos ladrões, diz ele.
Não é que a polícia da CMVM valha de alguma coisa, dizem que é especialista a deixar passar os negócios como os do BCP, do BPP ou do BPN. Tiraram o curso no Banco de Portugal.
Mas é chato.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Obama começa a recuar
Mas elas já foram divulgadas no site australiano e podem ser vistas aqui.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Só saio de presidente quando for velhinho?

Prémio "só saio de presidente quando for velhinho" para o presidente da Câmara de Benavente, António José Ganhão, que considerou "ser sua 'obrigação' disponibilizar a experiência acumulada ao longo de 30 anos à frente da autarquia, submetendo-se a novo escrutínio dos eleitores nas autárquicas agendadas deste ano".
domingo, 3 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Autoridade da Concorrência pitosga?

A Autoridade da Concorrência andou 9 meses para conseguir descobrir uma maneira de fingir que não havia concertação de preços nos combustíveis. Os homens esforçaram-se e conseguiram afirmar aquilo em que niguém acredita. Nem eles!
A regulação apregoada para moralizar o capitalismo e os excessos da sua ganância está à vista na “extraordinária e altíssima competência” desta autoridade.
Poderemos ficar descansados. A regulação está no seu melhor.
A autoridade ganha o prémio super pitosga!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Miss Universo acha Guantánamo lindo
Palavras para quê?
terça-feira, 17 de março de 2009
sindicalismo livre ou lambe botas?

terça-feira, 10 de março de 2009
PS, PSD, CDS, PCP todos com o ditador
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Biometrics, faltam 34.999.999 euros
Esta notícia tem uma coisa boa: não falta tudo! A não ser de transparência.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
A origem do mundo
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Prémio, Mesquita Machado comilão
Segundo a reportagem do Correio da Manhã, o sr. Mesquita Machado e sua família receberam prendas milionárias dos empreiteiros e a sua fortuna cresceu rápida e em força. Incentivos à sua produtividade, por certo!
Por aí há gente indignada. Não têm com quê. O governo está sempre a dar prendas milionárias aos patrões e "ninguém" se chateia. Ou já se fez alguma manifestação da rua a dizer "ou há moral ou comem todos".
Já lá diz a canção: "eles comem tudo".
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Sócrates nem para selo presta!
Sócrates queria um selo com a sua foto para deixar para a posteridade o seu mandato no Governo deste país que está de tanga.
Os selos são criados, impressos e vendidos. O nosso PM fica radiante! Mas em poucos dias ele fica furioso ao ouvir reclamações de que o selo não adere aos envelopes.
O Primeiro-ministro convoca os responsáveis e ordena que investiguem o assunto. Eles pesquisam as agências dos Correios de todo o país e relatam o problema.
O relatório diz:
"Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está a cuspir no lado errado."













